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Voluntariado com Worldpackers: como funciona e dicas

Seja pra economizar em uma viagem sabática, seja pra treinar idiomas, seja para aprender novas habilidades, fazer voluntariado com Worldpackers pode ser uma experiência que vai marcar sua vida!

A plataforma oferece trabalhos voluntários em todo o mundo, inclusive pelo Brasil e você pode solicitar para trabalhar por a partir de uma semana até meses.

Nesse post vou te contar como funciona o voluntariado com Worldpackers e te dar algumas dicas pra escolher o melhor anfitrião, solicitar e ser aceito por hostels, famílias, ONGs e Projetos Ecológicos.

O que é Worldpackers

voluntariado worldpackers
Cupom desconto worldpackers 10 dólares

A Worldpackers é uma plataforma voltada para viajantes que querem explorar o mundo sem pagar hospedagem, mas também pra pessoas que querem praticar um idioma ou aprender alguma nova habilidade.

Os anfitriões são em sua maioria hostels, mas há também ONGs, fazendas, ecovilas, escolas, comunidades e até templos budistas.

Você pode solicitar trabalho voluntário ou intercâmbio em diversos países. Clique para ver as opções de trabalho:

Veja aqui outros destinos pra fazer voluntariado com Worldpackers.

Tipos de trabalhos

Menos de R$6 por dia na América do Sul

São variados tipos de trabalho que você pode fazer voluntariando enquanto viaja. O mais comum é em recepção de hostels – o que é ótimo pra treinar idiomas – que foi o tipo de trabalho que fiz no Yunga, em Salta.

Mas tem muitos hostels que estão procurando voluntários pra manter o lugar limpo e organizado, fazendo camas, limpando banheiros e cozinhas, cortando pasto, etc. Esse tipo de trampo foi o primeiro que fiz na Casona Minka em Valparaíso.

Mas existem vários hostels que buscam pessoas com conhecimento em Marketing e Redes Sociais, Fotografia e Vídeos, Cozinheiros e Bartenders, Pintores e Grafiteiros, DJs, professores de Yoga ou de Surf... São muitas as oportunidades.

Além disso, há oportunidades em Ecovilas, onde você vai ajudar nas hortas orgânicas ou na construção de casas. Existem trabalhos para cuidar de animais.

Há ONGs onde você irá desenvolver trabalhos sociais ou ajudar em consertos e outras tarefas para a organização.

Existem várias oportunidades de voluntariado com Worldpackers pra ensinar, seja esportes, idiomas e artes.

Veja tudo pra planejar uma volta à América do Sul

Como funciona

Como funciona Voluntariado com Worldpackers

O voluntariado com Worldpackers funciona assim: você trabalha algumas horas por semana e em troca recebe alguns benefícios, que podem incluir:

  • Cama
  • Café da manhã
  • Lavanderia
  • Almoço e/ou jantar
  • Descontos em passeios/ atrações/ baladas/ restaurantes
  • Aulas de yoga/surf/ jardinagem
  • Uso de equipamentos, como bike e prancha de surf

Cada anfitrião oferece algo e cabe a você aceitar se vale a pena ou não! A maioria oferece apenas cama e café da manhã. Veja esse exemplo no Rio de Janeiro, que oferece vários benefícios.

É preciso criar um perfil, como uma espécie de currículo. Você conta um pouco sobre você, o que sabe fazer, que idiomas fala e o que quer deseja aprender.

Pode incluir fotos de suas viagens também e assim o anfitrião pode saber que tipo de viajante você é!

Depois que você criar seu perfil, é hora de buscar oportunidades aonde você deseja ou o tipo de trabalho que deseja fazer, como Ecovilas ou Centros Holísticos. Também pode selecionar por continente, por lugares que aceitam seus idiomas e habilidades, etc. Clique pra criar seu perfil.

Para se aplicar a uma oportunidade de voluntariado na Worldpackers é preciso ser membro verificado, que tem um custo de USD 50 anual. Os leitores do blog têm 20% de desconto com o cupom UMASULAMERICANA.

Veja aqui meu perfil pra ter uma ideia de como é.

Com a Worldpacker você tem um seguro, caso aconteça algo com seu anfitrião. Saiba mais.

7 Motivos pra fazer um voluntariado com Worldpackers

1 – Economizar com hospedagem enquanto viaja.

2 – Ter mais contato com os locais e se aprofundar na vida local.

3 – Treinar idiomas, falando com nativos e estrangeiros com diferentes sotaques.

4 – Fazer amigos de várias partes do mundo e com a mesma vibe que a tua, sejam hospedes, sejam outros voluntários. Eu fiz amigos pra vida!

5 – Fazer parte de um projeto social.

6 – Aprender novas habilidades de graça ou bem mais barato.

7 – Estar do outro lado no mercado do turismo, afinal você passa a entender como funciona um hostel.

Dicas pra fazer voluntariado com Worldpackers

Woldpackers como é

Quero deixar algumas dicas pra você fazer aplicações nas oportunidades que deseja e também algumas dicas pra você não escolher anfitriões ruins.

Antes de aplicar um voluntariado

– O primeiro passo, claro, é ter um perfil redondinho! Complete tudo, seja honesto, simpático e escolha uma foto bem linda e sorridente!

– Leia com atenção as tarefas descritas, as horas de trabalho e o que você ganhará em troca pelo trabalho, além de quantas folgas semanais você terá. Apenas aplique se você concorda!

– Filtre pelas datas que você tem disponível pra não perder tempo lendo “vagas” que você não vai poder aplicar depois.

– Filtre também pelos idiomas e habilidades pelo mesmo motivo. Sempre leia os requisitos.

– Analise o lugar! Veja as fotos, leia a descrição do anfitrião e SEMPRE LEIA AS AVALIAÇÕES! Busque o anfitrião no Google pra conhecer melhor. Assim você nem aplica caso não tenha gostado.

– Leve em consideração a data que você quer aplicar para se atentar a antecedência. Tipo, Bariloche no verão e no inverno vai ser mais difícil encontrar oportunidades (ou boas), então é legal aplicar com uns 2 ou 3 meses de antecedência. Já em outras ocasiões, aplicar com muita antecedência pode ser ruim, já que os planos de todos podem mudar.

– Aplicar em cima hora em lugares que tão precisando pode aumentar suas chances de receber um lindo sim!

Erros para se evitar em uma viagem sabática

Solicitando um voluntariado no Worldpackers

– Veja se há o nome da pessoa responsável e sempre inicie a conversa escrevendo o nome dela. Isso mostra que você leu sobre o anfitrião.

– Escreva algo diferente pra cada anfitrião, falando coisas sobre você que têm a ver com a oportunidade.

– Fale brevemente o porquê você quer voluntariar naquela cidade/país ou até mesmo lugar.

– Se for o caso, comente sobre as avaliações, isso mostra que realmente você tá interessado naquela oportunidade. Exemplo: “Li as avaliações e me parece que você e Fulano são ótimas pessoas. Todos falam muito bem do lugar e fiquei muito interessado em fazer parte desse projeto também”.

– Não seja nem muito raso, nem se aprofunde muito. Imagina que cada anfitrião recebe muitas aplicações. Ele vai pular os que escrevem uma bíblia (eu sempre preciso me policiar, porque sou a própria Paulo de Tarso).

– Tente ser muito interessante no início pra que o anfitrião queira ler mais a sua aplicação.

– Seja leve e simpático e escreva entre o formal e o informal. Não é uma vaga de emprego, mas também não é post do Facebook.

– Se o trampo é algo que você não sabe fazer, mas quer muito aprender, deixe claro para o anfitrião pra ele não te aceitar de besta. E tente convencê-lo que você merece!

Como fugir de anfitriões ruins

Bariloche - Circuito Chico de bicicleta por conta própria

– Primeiro de tudo: tenha em mente que é uma troca. Você pode exigir a mesma qualidade de anfitrião como um anfitrião exige de um voluntário. É uma relação horizontal, uma troca de favores!

– Lendo as avaliações você já vai ter uma noção. Sempre leia!

– A primeira coisa a se fazer depois que um anfitrião te aceita é escrever pra um voluntário que já avaliou. Pergunte sobre o quarto, sobre as refeições oferecidas, sobre a carga horária, sobre o anfitrião.

– Se depois de falar com outros voluntários você decidiu seguir com a aplicação, tire um print pra ter com você caso o anfitrião resolva mudar as tarefas, horários, dias de folga ou benefícios.

Relatos sobre anfitriões filhos da p*%#

Caso 1 – Escravidão moderna

Algo pessoal que eu levo em completa consideração é sobre o quadro de funcionários do lugar quando este tem fins lucrativos, como hostels. Pergunto pro anfitrião ou pra voluntários que avaliaram quantos funcionários fixos há.

Acontece que muito empresário cuzão faz uso da plataforma pra não ter nenhum gasto com funcionários. Uma colega peruana voluntária me contou que um hostel em Córdoba tinha 11 voluntários – ONZE – e nenhum funcionário fixo e o dono só aparecia pra pegar a grana das diárias no fim do dia.

O voluntário é um apoio ao local, não a mão de obra grátis que faz o negócio andar, além de administrar.

Caso 2 – Enganação

Eu apliquei toda feliz pra um voluntariado com Worldpackers em Machu Picchu pueblo (Águas Calientes). O trampo era ensinar português e na foto do anfitrião eram crianças em sala de aula. Me aceitaram e eu mandei mensagem pra uma voluntária que constava que estava por lá no momento.

Ela me disse que não iria ficar as 4 semanas que solicitou porque era tudo uma mentira! Os alunos eram adultos – guias e donos de agências, que pagavam pra ter aula de idiomas. E pagavam coisa de R$250 por mês.

Além de não ser justo com eles, que pagam e merecem um professor de verdade, não um brasileiro viajante que vai embora em um mês, não é justo que a escola ganhe grana e a gente que ensina não ganhe nada!

Caso 3 – Troca injusta

Apliquei pra um voluntariado em Luján de Cuyo, perto de Mendoza para julho e me aceitaram. Me passaram o WhatsApp pra acertarmos mais detalhes (super normal, tá?).

Na conversa o cara me perguntou se eu tinha barraca. Questionei o porquê, já que estava na “vaga” que eu teria uma cama. O cara me respondeu que quando o hostel tá cheio os voluntários dormem nas barracas na área de camping – isso em pleno inverno!

Agradeci e expliquei que cancelaria a aplicação porque vou trabalhar de graça e no mínimo quero dormir numa cama.

Pessoalmente eu acho que algumas trocas são injustas, porque minhas horas, meus conhecimentos, minhas habilidades ou meu esforço físico tem um valor. Cuido para não cair na ideia de escravidão moderna!

Nesse caso me pareceu injusto tratar voluntários como pessoas de menos valor, colocando-nos em barracas pra poder vender mais camas. Me pareceu ainda mais sem noção essa atitude em pleno inverno, que nos Andes é bem rigoroso. E me pareceu injusto, já que acampar eu posso fazer de graça em vários lugares, inclusive num parque nacional em El Chaltén!

Caso 4 – Impossibilidade de curtir a viagem

Apliquei pra uma “vaga” em Valparaíso e cancelei depois de conversar com o anfitrião e ele me dizer que o voluntário não tinha dias livres. Eram apenas 20 horas, mas distribuídos do jeito que eles queriam ao longo da semana, sem escala prévia.

Isso também é algo bem pessoal pra mim, mas não aplico pra oportunidades de voluntariado no Worldpackers de mais de 25 horas semanais ou com apenas um dia livre na semana. A não ser que seja um projeto social e meu voluntariado seja o motivo principal de eu escolher o anfitrião.

Caso contrário, não aplico por razões claras: não terei tempo pra conhecer a cidade, fazer passeios e descansar. Imagina aplicar 3 semanas em um hostel em Cusco pra trabalhar 32 horas semanais com uma folga na semana. São 5 horas e meia por dia (imagina isso no meio da tarde) e apenas 3 dias livres no total. Não dá nem pra aproveitar o Boleto Turístico!

Em Valparaíso eu trabalhava 5 horas por dia com dois dias livres, turnos ou pela manha ou pela tarde (Valparaíso cabia esses horários pra conhecer a cidade e o entorno). Em Salta eu trabalhava turnos de 8 ou 10 horas, mas tinha 4 dias livres na semana.

Agora que você já sabe como funciona voluntariado com Worldpackers e tem as dicas da tia Aline, demorou pra se cadastrar com desconto de 20%!

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CComo funciona voluntariado com Worldpackers e dicas imperdíveis

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