5 erros de quem faz um mochilão pelo mundo

A gente passa meses (ou anos) planejando um mochilão pelo mundo. Guardamos dinheiro, lemos o que podemos ler, nos informamos o máximo sobre tudo, mas na hora algumas coisas não saem como a gente esperava.

Esses erros e surpresas podem prejudicar nossa viagem, ou até mesmo acabar com ela. Cometi muitos deles e vou listar aqui pra te ajudar a evita-los na sua viagem de volta ao mundo (ou parte dele)

Esse texto serve para mochilões à partir de 30 dias, daqueles que se quer viajar muito e gastar pouco. Preparado?

1 – Achar que tá de férias

Caribe colombiano acessível - Santa Marta, Taganga e Tayrona

Um dos maiores erros que a gente comete é gastar a maior grana nas primeiras semanas de viagem, como se estivéssemos de férias.

Compra chaveiro, compra touca, come pratos típicos, dorme no primeiro hostel que encontra… Quando chega no final do primeiro mês você vê que gastou uma fortuna.

Não abuse do seu orçamento. Se no começo você for econômico, terá mais tempo para viajar ou mais conforto durante toda a viagem.

Mochilei por 5 meses pela América do Sul com meu marido. No primeiro mês gastamos mais de R$4 mil por pessoa. Não é muito, se comprar com uma viagem de férias, mas no último mês gastamos pouco mais de mil reais cada um! O mês do meio, o terceiro, gastamos menos de R$2,5 mil por pessoa. Viu só como errei feio, errei rude no começo?

Consegui terminar com muito esforço, mas quase voltei pra casa com dois meses de trip, quando estava em Lima.

Veja aqui quanto gastei no total e por país

2 – Confiar nas pessoas

Como fazer um mochilão

Quando você resolve largar tudo e dar um pause na vida cotidiana pra ganhar o mundo, você se transforma na pessoa mais “good vibes” possível.

Acontece que VOCÊ tá saindo do seu mundinho, mas as pessoas que você vai encontrar no caminho, não.

Dei sorte de conhecer muita gente bacana, que me ajudou e me mostrou que há muita bondade no mundo, mas ouvi muitas histórias de pessoas que se ferraram com isso.

O primeiro foi um argentino que conheceu uma garota na região NOA e acabou tendo sua câmera (com as fotos da trip), alguns documentos e cartões roubados (veja a história aqui).

Cotação de seguro de viagem

Um chileno que conhecemos teve seu celular roubado do carregador no Hostel Loki de La Paz.

Um australiano teve a bota, pasmem, a bota de trekking roubada no refúgio do Salar de Uyuni.

Esses caras confiaram demais e não cuidaram de suas coisas como cuidariam nas cidades onde moram (Buenos Aires, Santiago e Campinas).

Uma colega de blog contou que deixou a mochila pequena (com câmera, documentos e um pouco de grana) dentro de um táxi em Cusco, enquanto entrou na casa onde estava de couchsurfing para pegar a mochila maior. Adivinhem quem não estava mais lá na porta esperando por ela! Pois é, o taxista foi embora.

Uma moça em La Paz deixou o netbook em cima de sua cama no quarto compartilhado. Ela deixava várias vezes. Numa dessas, o computador sumiu.

Meu lema é o seguinte: não desconfio de ninguém, mas também não posso confiar.

Tudo o que eu fazia, pensava na minha segurança e das minhas coisas.

3 – Achar que vai dar certo como deu pra outra pessoa

O que fazer em Baños e informações turísticas

Aquele seu amigo que conseguiu couchsurfing em 80% dos lugares por onde passou. Aquele cara do grupo do Facebook que arrumou trabalho em várias cidades maneiras. Aquela sua amiga que conseguiu carona em quase todas as vezes que pediu… E aquele blogueiro que viajou por dois anos e não precisou usar seguro de viagem?

Relatos nos deixam confiantes e crentes, mas a verdade é que os relatos devem servir apenas como conhecimento de campo ou pra pegar dicas. Não planeje seu mochilão baseado no mochilão de outras pessoas. Nem financeiramente, nem nada! A não ser roteiro, nenhuma viagem vai ser igual à outra.

Algumas pessoas estavam nos lugares certos, nas horas certas e conseguiram se dar bem, mas pode ser que você não tenha a mesma sorte.

Eu saí de casa achando que conseguiria couchsurfing fácil, especialmente por passar confiança através de um blog, mas a maioria dizia que não tinha espaço para dois.

Carona demora e é cansativo. Nem todo mundo vai ter pique de passar frio/calor e fome na estrada esperando um bom coração parar.

Encontrar trabalho também foi difícil. Quando encontrei, foi cansativo trabalhar. Leia aqui.

Você não vai cruzar com as mesmas pessoas boas. O mesmo vale para o contrário: não é porque deu errado pra alguém, que vai dar errado pra você. O “você não é todo mundo” que sua mãe dizia nunca valeu tanto.

Você não é todo mundo, por isso sua viagem será tão tua, tão individual.

4 – Achar que vai VIAJAR com menos de R$50 por dia

Machu Picchu - exploração financeira

Eu cheguei a planejar R$40 por dia por pessoa. Depois que comecei a viagem percebi que, se eu quisesse conhecer coisas e viver experiências, deveria aumentar esse valor. Subi pra R$100 – cerca de USD25. Mesmo assim, alguns dias iam além disso.

Você já viu quanto custa conhecer Machu Picchu? E passar dias no Salar de Uyuni? Tem noção de quanto se gasta para chegar em Galápagos?

Viajar com R$20 por dia? Algumas pessoas conseguem chegar a médias tão baixas por dois motivos (juntos ou não):

– Trabalham em troca de hospedagem e alimentação por meses em uma só cidade.

– Não fazem passeios, não saem, não visitam nada.

Conheci (online) um casal que estava em Montevidéu há 3 meses trabalhando em troca de comida e lugar para dormir. Montevidéu não tem muito com o que gastar para turistar. Ou seja: a média deles estava em R$15 por dia. Mas em 3 meses eu havia percorrido metade do continente, vivendo, conhecendo… Desertos, montanhas, mares…

Outras pessoas apenas ficam dentro do hostel, bebendo cerveja e dormindo. Claro que a média dessa pessoa será menor que a minha, que passei o dia todo fazendo alguma atividade paga e conhecendo algo novo.

Tire da sua cabeça que você vai viajar com menos de R$50 por dia. Você precisa comer, se locomover, dormir, passear, conhecer, viver! Em alguns dias você vai gastar menos que isso, mas outros dias passarão desse valor, por isso é melhor contar com mais.

Vai que você não encontra um couchsurfing. Vai que você fica doente e precisa comparar remédio. Vai que você perde sua touca antes de chegar a um local frio. Não dá pra confiar na sorte.

É melhor sobrar e você viajar mais, que ter que voltar porque as contas não deram.

5 – Achar que todos os dias serão lindos

Purmamarca, como chegar por conta

Passei quase 30 horas dentro de um ônibus sozinha (saiba o porquê aqui). Durante o trajeto passei mal, vomitei no mini banheiro do busão e tive que limpar, porque não tive coragem de deixar sujo. Fiquei com dor de barriga depois de vomitar e tive que usar o banheiro sem luz de uma rodoviária. Esse dia foi horrível. Um dos piores da minha vida!

E o dia em que eu achei que teria que voltar pra casa, de Lima, depois de apenas 2 meses de mochilão? Foi triste. Estava de TPM e chorei o dia todo, não sai do quarto e não fiz absolutamente nada, além de chorar. Fiquei com os olhos inchados!

No meio de uma carona na região amazônica no Brasil, a estrada estava interditada, eu estava com fome e no meio do nada! Aquilo me deixou com vontade de voltar pra minha casa.

Não fique imaginando que tudo será flores e que os perrengues serão gostosos. Alguns são depois, quando você for contar as histórias, mas na hora bate arrependimento, bate tristeza, bate solidão. Dá vontade de voltar, de morrer…

Não estou dizendo para você ser pessimista, mas não ache que serão dias ensolarados e cheios de coisas boas. Se prepare para viver os perrengues de verdade. Tenha ciência de que coisas ruins podem acontecer e que é sempre bom ter um plano B. Saiba que, para alguns problemas, não existirão planos B.

Mas é certo que, depois que você voltar, TODOS os dias terão sido os mais incríveis da sua vida!

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Agora, pé no mapa, pé no mundo! A vida é curtinha demais pra gente não se permitir. Aprenda com esses errinhos e viva os dias mais incríveis ❤


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Os 5 maiores erros de quem faz um mochilão pelo mundo

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