Pé no Mapa – Passos de Ipiales a Bogotá

65º dia

Fomos até Cali em um micro-ônibus bem desconfortável. Ainda bem que era uma viagem diurna.

Nesse caminho, que levou cerca de 10 horas, vimos a presença pesada do exército nas rodovias. Pararam nosso ônibus para verificar documentos umas 5 vezes.

Uma das vezes, o soldado que entrou, desconfiou do nosso RG e pediu os passaportes. O Rodrigo teve que descer e abrir minha mochila para pegar. É que normalmente deixamos eles guardados por causa do visto e andamos apenas com os RGs.

Ficamos com os passaportes no ônibus e passamos a apresenta-lo toda vez que o exército parava.

Outra vez um soldado nos sorriu quando viu que éramos brasileiros. Não sei porquê, mas parece que ele ficou bem feliz.

Chegamos em Cali umas 20h e fomos comprar as passagens para Bogotá. Tínhamos interesse em ficar um pouco em Cali, mas não podíamos gastar muito e também precisava correr contra o tempo. A internacionalidade do meu cartão de débito iria acabar em alguns dias. Eu acreditava que seria dia 16.11.

Ficamos na rodoviária moderna de Cali até nosso ônibus partir umas 21h30.

66º dia

Acordamos em um terminal de ônibus de alguma cidade no caminho. O motorista disse que era parada para o café.

O café da manhã era um buffet de comida, com arroz, frango e outras coisas assim. Ainda bem que eu tinha um pacote de biscoito de polvilho e pude comer feliz. O Rodrigo tomou só um chocolate quente.

De volta ao ônibus e partiu Bogotá. Desembarcamos na capital perto das 11h e fomos recebidos por um trânsito típico paulista. Já sabíamos que não ficaríamos muito por ali.

Na própria rodoviária há um centro de informação turística e a mocinha de lá nos explicou como chegar à Zona Rosa, onde nos hospedamos, e nos indicou um shopping para fazer câmbio. Não tínhamos nada nem para comer.

No shopping passamos um bom tempo. Usamos o banheiro de graça (eu tava muito apertada, mas não quis pagar o da rodoviária), trocamos a grana e fomos comer alguma coisa.

De lá seguimos à parada chamada El Tiempo ou Maloka do Transmilênio, uma espécie de metro, mas com ônibus. Pegamos uns 3 ônibus para chegarmos no hostel.

Nos hospedamos no North House. Ficamos num quarto com 6 camas, mas estávamos sozinhos.

Fomos ao mercado e compramos ingredientes para o jantar e para o café da manhã. Depois aproveitamos para descansar, porque as transições e as horas nos ônibus haviam sido muitas.

67º dia

Esse dia reservamos para conhecer um pouco da cidade. Fomos ao centro, chamado de Candelária.

Primeiro atravessamos uma espécie de 25 de março. Estávamos com medo, porque os policiais nos davam instruções de não ficar desatentos e de não pedir informações para cidadãos comuns, porque poderiam se aproveitar de nós.

Conhecemos quase tudo. Não pudermos entrar no teatro, porque o bonito do Rodrigo estava de chinelo. Não sei o que me irritou mais: ele sair de chinelo ou não poder entrar calçando os chilenos.

Começou a bater a fome e voltamos. Como passei um tempo sem comer, passei mal e isso se arrastou até a noite.

Antes do jantar voltamos à rodoviária de Transmilênio para comprar as passagens para o Caribe. Eu queria ir a Cartagena, Barranquilla e Santa Marta.

As passagens estavam mais baratas para a última cidade, por isso íamos direto para lá.

68º dia

Arrumamos as mochilas e nos preparamos para partir. Estava chovendo e um pouco frio.

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