Pé no Mapa – Passos de Lima à Máncora

52º dia

Foram 24 horas até Máncora. Sol e praia de verdade!

Tínhamos indicação de um hostel chamado PsyGom. 25 soles por pessoa em quarto privado, piscina e um espaço incrível. Amei! Tinha areia dentro do hostel!

Pisei na areia e foi incrível. Fazia quase um ano que eu havia ido a uma praia de verdade.

Nadando com as tartarugas - Como chegar em El Ñuro por conta a partir de Máncora

Nesse tempo recebi uma resposta de uma solicitação no Couchsurfing. Era o Sato. Ele me disse que o sofá estava ocupado, mas que sua casa era também uma hospedagem e que poderia nos receber por 10 soles.

Mais tarde fui ver onde era a casa dele e vi que a pousada ao lado estava procurando pessoas para trabalhar. Entrei e consegui trabalho de faxineira para mim e de ajudante de pedreiro para o Rodrigo.

Tudo o que eu precisava para ficar em Máncora feliz da vida.

53º dia

Nos mudamos para o Taroland, hostel do Sato. Bem mais simples, mas mais caseiro. Havia cozinha e ficamos sozinhos num quarto com quarto camas. Era bem perto da praia principal.

O Digo ficou meio assim de ir trabalhar, porque a mulher pagaria pouco e o tempo de trabalho era muito, além disso o Sato disse que haviam comentários sobre o pagamento atrasar. Receberíamos R$30 por 8 horas seguidas de trabalho, sem pausa para comer. Já pensou nem receber?

Não fomos, mas eu passei o dia me sentindo culpada.

Curtimos a praia até anoitecer.

54º dia

Acordamos um pouco tarde e tomamos nosso café da manhã.

Voltei lá na pousada e pedi o trabalho de novo. A senhora topou! Mandou que a gente começasse na mesma hora.

Era 12h, mas não havíamos comido. Perto das duas eu já estava passando mal e fui falar com ela. Ela disse que como não sabíamos que iríamos ficar para trabalhar, poderíamos sair para comer, mas que o tempo que ficássemos fora teríamos que pagar ficando até mais tarde.

Tinha uma brasileira e uma peruana viajante trabalhando também, que começaram no mesmo dia que a gente. As duas ficaram amigas e estavam com graça com dois hospedes e com o segurança.

Depois de algumas horas o trabalho já havia acabado, mas ainda havia muito o que fazer. Enrolamos, cada um no seu trabalho, e cumprimos nosso horário. Ao final a senhorinha nos pagou.

A outra brasileira pediu para entrar às 8h e a senhorinha permitiu, colocando o Rodrigo para trabalhar das 8h às 16h e eu das 15h às 23h. Isso foi horrível, porque nossas horas de folga não seriam juntas.

55º dia

Nem tomamos café juntos, porque eu fiquei dormindo. Na noite anterior dormimos tarde, já que trabalhamos até às 21h.

Enquanto ele trabalhava fui ao mercado comprar coisas para o almoço. Havíamos combinado que eu levaria comida para ele escondido às 12h. Afinal a gente precisa comer. Não sei como esse pessoal consegue trabalhar seguido 8 horas sem parar para se alimentar.

No mercado, que na verdade é uma feira, encontrei saquinho que davam para fazer geladinho. Era maior que o do Brasil, mas dava certinho! Comprei.

Ao meio dia fui no local de encontro entregar a marmitinha para o Rodrigo. Ele me disse que a brasileira não tinha ido trabalhar. Fiquei com raiva, porque eu poderia estar ali.

Fui um pouco à praia, trabalhei no blog e mais tarde fui trabalhar. O Rodrigo também levaria minha comida às 20h, mas eu tinha mexerica e bolacha nos bolsos.

A brasileira chegou no mesmo horário que eu. Que raiva! A peruana também, ou seja, 17h já não tinha muito o que fazer.

Enrolei e limpei os quartos com muito mais carinho que deveria para passar o tempo. Era 19h já não tinha mais nada para fazer. Às 20h jantei escondido e às 21h, depois de tanto andar pelo pátio da pousada, perguntei para o supervisor se poderia receber um pouco menos e ir embora, porque minhas pernas doíam de ficar parada.

Ele me mandou lavar o banheiro masculino e a brasileira com a peruana, como se fosse siamesa, lavariam o feminino.

Elas continuaram com graça com os dois hóspedes. Era sexta e os demais estavam jantando bem longe. Elas ganharam comida e bebida deles, que estavam bêbados. Eu passei, depois disso, e um deles me chamou. Começou a falar umas besteiras, mas que eu não conseguia entender completamente o que era. Me deu medo, sinceramente. Tava tudo escuro e vazio. Me prometi que não trabalharia mais naquele horário.

Mais tarde fomos receber e a senhora disse que no dia seguinte nós dois trabalharíamos das 8h às 16, porque a brasileira deu mancada.

Estava exausta e não conseguia colocar os pés no chão mais. Fomos dormir.

56º e 57º dia

Acordei com o despertador, mas minhas costas e meus pés estavam acabados. Decidi não ir mais. Não dava para ficar sem comer, nem dava para ficar em pé 8 horas seguidas.

Fizemos geladinhos de manga e veríamos o que daria, porque era final de semana e a praia estaria um pouco mais cheia.

Nadando com as tartarugas - Como chegar em El Ñuro por conta a partir de Máncora

O que trabalhamos na pousada já dava para pagar as passagens até Guayaquil, no Equador. O que ganharíamos com o geladinho seria para ir até Los Organos ver as tartarugas.

Vendemos metade no sábado. No domingo vendemos muito mais. Foram 15 geladinhos no total, por 2 soles cada. Trabalhamos 30 minutos em cada dia e aproveitamos a praia.

Assistimos parte do campeonato de surf que tava rolando nos dois dias. Foi um final de semana bem gostoso.

57º dia

Era segunda e íamos embora à noite. De manhã fomos a praia de Los Organos, onde estão as tartarugas de El Ñuro.

Tentamos nadar com elas, mas nenhum de nós teve coragem de largar as escadas. É que não sabemos nadar e, mesmo com o colete, ficamos com medo. A água era muito agitada e era bem fundo.

Mesmo assim foi um passeio legal. Pudermos ver as imensas tartarugas e aproveitar a praia, que é muito linda!

Mais tarde descansamos e arrumamos as malas. Era hora de partir para o Equador.

Nosso ônibus saiu às 23h de Máncora, uma cidade linda, que me fez amar praia e que deixa saudade até hoje.

LEAVE YOUR COMMENT

Your email address will not be published.

You Might Also Like

Here you can find the related articles with the post you have recently read.