Pé no Mapa – Passos de Cusco a Lima

48º dia

No ônibus conhecemos um mochileiro peruano, com quem nos juntamos também.

De manhã o ônibus parou em um lugar para tomarmos café da manhã, mas o que estava sendo servido era sopa e café preto. Comemos umas bolachas que tínhamos na mochila.

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Chegamos perto de meio dia no terminal da empresa, porque lá não existe uma rodoviária. Rachamos o táxi com a turca e o peruano e rodamos o bairro de Miraflores todinho até encontrar um tal hostel que o peruano falou, o Casa del mochileiro. Disse que custava 15 soles.

Quando chegamos a namorada dele, uma brasileira antipática, disse que só tinha uma vaga, que era dele.

Ok! Nos despedimos e seguimos com a Oz (a turca) para um restaurante, porque a fome era enorme e já era tarde.

Depois disso fomos bater nas portas dos hostels do bairro para tentar algum com um preço aceitável. Todos custam mais ou menos o mesmo preço por ali, 30 ou 35 soles. O Maná foi o único que aceitou dar um descontinho. Pagamos 25 soles em quarto compartilhado.

Anoiteceu e só saímos para ir ao supermercado. Compramos ingredientes para fazer bolinho de queijo. Veja a receita aqui. Esquecemos da manteiga e colocamos óleo, mas não deu certo. A massa tava grudenta e não dava para fazer formas.

Misturamos a massa no queijo, empanamos desse jeito mesmo e fritamos. Tava comível e a galera do hostel adorou!

49º dia

Fomos à praia, mas em Lima ela não é boa para banho. Mas para surf sim!

Tem muita gente aprendendo surfar por ali e também muita gente rica. Vi ali um Peru que nunca imaginei que existia.

Passamos horas sentados nas pedras (porque não tem areia rs), cantando e brincando. Mais tarde fomos ao supermercado e começou a chover.

Ainda bem que o hostel era demais de bom. Tinha netflix, videogames, sofá… Nada de tédio.

Não saímos mais. Depois fomos dormir.

50º dia

Estava de TPM e meus dias em Lima foram bem difíceis. Além disso as cidades grandes não me gustam. Sempre faz tempo feio e chove.

Nesse dia fizemos umas contas e vimos que a grana que tínhamos daria para comprar passagens de lá para São Paulo.

Tínhamos uma graninha para receber e a pessoa ainda não tinha depositado. Fiquei com medo de continuar a viagem e não receber a grana. Aí não teríamos condições de voltar para casa.

Isso me deixou muito mal, aliado à TPM, então. Tive crise de pânico. Não conseguia parar de chorar e nem levantar do quarto.

Depois de falar com a minha mãe no Skype fiquei bem melhor. Ela tem o poder de me esclarecer as ideias.

Ficou decidido que iríamos partir no dia seguinte para Máncora e lá iríamos esperar a grana ser depositada. Não era muito, mas…

Quando fiquei bem já era tarde e não dava tempo de fazer mais nada. E também, depois de tanto chorar, minha cabeça estava explodindo.

51º dia

Acordamos e arrumamos as coisas para partir.

Do roteiro original iríamos pular Huaraz, Chachapoyas e Trujillo. Mesmo assim eu estava feliz em poder continuar.

A viagem seria longa. Ainda bem que conseguimos um bom lugar no ônibus. Os acentos panorâmicos são bons para esticar bem as pernas e não tem nenhum banco na frente para reclinar sobre a gente.

O jantar foi servido no próprio ônibus e estava incluído no valor.

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