Mochilão america do sul, 5 sentidos

Meu mochilão pela América do Sul em cinco sentidos

Os cinco sentidos são os meios como a gente sente e reconhece as coisas, inclusive uma viagem <3

Passei 5 meses viajando pela América do Sul (setembro de 2015 a janeiro de 2016). Uruguai, Argentina, Chile, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia e Brasil fizeram parte de uma das histórias mais lindas que já vivi, mas alguns lugares me marcaram mais em cada um dos meus cinco sentidos.

Perceber uma viagem através dos sentidos é uma experiência incrível. Você imerge naquele momento e guarda na memória a sensação que viveu.

Escrevendo esse post eu me arrepiei e quase que consegui sentir tudo de novo!

♥ Visão – Machu Picchu

Mochilão América do Sul em cinco sentidos
Contemplando a misteriosa e mágica Machu Piccu

Depois de subir quase 2 mil metros de escadas e esfolar meus joelhos, alcancei a cidade de Machu Pichu.

Quando cheguei havia muitas nuvens e estava tudo encoberto. A primeira coisa que eu disse foi: “Não acredito que não dá pra ver nada”.

Fiquei muito chateada. Poxa, tanto esforço para não poder sentar e contemplar Machu Picchu. Foi frustante.

Depois de mais ou menos uma hora e meia o vento veio dissipar as nuvens e o sol criou um cenário majestoso. Daí pude sentir a maravilhosa sensação de ver Machu Picchu.

Foi incrível! Agradeci à vida e ao universo pela graça de enxergar aquilo.

♥  Audição – Cataratas do Iguaçu

Mochilão América do Sul em cinco sentidos- Audição são as Cataratas do Iguaçu
A Garganta del Diablo gritando seu poder

A cada metro que me aproximava das Cataratas do Iguaçu, mais alto eu ouvia os sons da água.

Lembro-me de ter dito ao Rodrigo (meu marido) enquanto admirávamos a Garganta del Diablo no parque argentino: “Não dá pra ouvir os próprios pensamentos”. Depois dessa, era claro que as Cataratas do Iguaçu me marcariam como nenhum outro lugar nesse sentido.

Quando você escuta as quedas, você escuta na verdade o poder que a natureza tem e sente uma conexão tão grande, como se você fizesse parte daquelas águas.

É mágico e você precisa sentir isso!

♥  Paladar – Salar de Uyuni

Mochilão América do Sul em cinco sentidos - Paladar no Salar de Uyuni
Eu provei o chão

Imagine um deserto com mais de 10 mil km² de sal. Tudo em sua volta é branco e suas referências de mundo real simplesmente não existem.

Para crer que eu estava ali, vivendo aquilo, provei um pouco do chão. Era sal mesmo! Eu estava realmente ali.

De todas as coisas novas que provei e de todas os pratos que comi, o sabor que mais me marcou em 137 dias foi o do chão do Salar de Uyuni.


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♥  Tato – Máncora

Mochilão América do Sul em cinco sentidos - Tato em Máncora, no Peru
Aline feliz à Milanesa

Esse foi o sentido mais difícil de escolher. Fiquei na dúvida se deveria escolher os Geysêres del Tatio pelo frio ou o boto que toquei na Amazônia. Depois de refletir sobre como recebi esses tatos achei que deveria escolher Máncora.

Havia muito tempo mesmo que eu não ia à praia (na verdade eu nem gostava tanto assim de praia). Nos últimos 2 meses eu havia passado muito frio (ou estava fazendo atividades) e só estava usando a bota de trekking. Pesada e fechada!

O que eu senti quando toquei as areias de Máncora com meus pés foi um amor tão grande, que eu nem entendi. Hoje eu amo praia por causa desse contato.

A areia estava geladinha e meio molhada. O meu corpo tava quente. Afundei a parte da frente de um dos pés na areia e fui sentindo aquela sensação refrescante. “Que delícia isso”, exclamei. Repeti com o outro pé. Dali a pouco eu estava inteira deitada na areia, apenas me permitindo sentir.

♥  Olfato – Manaus

Mochilão América do Sul em cinco sentidos - Olfato em Manaus
Chegando em Manaus depois de 4 dias navegando pelo Solimões

Da Colômbia, voltei ao Brasil pela Amazônia. Passei 4 dias dentro de um barco no meio do Rio Solimões e da floresta amazônica.

Durante esses dias respirei o ar mais puro da minha vida. Quase nenhum sinal de vida urbana. Era tudo verde ou água.

Quando estávamos nos aproximando de Manaus, perto do encontro das águas do Rio Solimões com o Rio Negro, sentimos um forte cheiro de asfalto quente. Sabe o cheiro de chuva? Era esse mesmo cheiro, mas não estava chovendo. Era só o cheiro da cidade.

Em alguns minutos eu era incapaz de voltar a perceber o odor novamente e isso me marcou muito. Estava de volta à vida urbana e poluída.


Esses lugares me marcaram para sempre e meus cinco sentidos nunca mais serão os mesmos. Nem eu!

Posts sobre Machu Picchu, Cataratas do Iguaçu, Salar de Uyuni, Máncora e Manaus

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  • Benício (20 de abril de 2016)

    Muito legal esse post, afinal tudo é sentimento e sensação, não seríamos nada sem os cheiros e texturas, sem o medo a vergonha ou o amor, enfim existimos por que sentimos.

    • Aline Rodrigues (20 de abril de 2016)

      Brigada, Benício. Exatamente! E perceber uma viagem assim é de arrepiar, mesmo!

  • Estela Buono (21 de junho de 2017)

    Caraca. Fiquei emocionada. Deu vontade de viver a mesma coisa. Parabéns pelo post e obrigada. Foi muito bom. E me ajudou a escolher o próximo destino.

    • Aline Rodrigues (21 de junho de 2017)

      Que bom que curtiu, Estela <3 Obrigada pelo comentário.
      E qual vai ser o destino? Fiquei curiosa rs

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