Bastidores de um mochilão - cortando o cabelo

Bastidores de um mochilão que ninguém te conta

Em blogs e relatos sobre mochilões de longo período o que lemos sempre envolve a parte boa da viagem e dicas práticas: transportes, moedas, roteiros, etc. Mas tem uma parte que a gente sempre esquece de te contar.

Os bastidores do mochilão são aquelas coisas simples do dia a dia, mas que nunca ninguém posta ou compartilha. Imagina, numa viagem de mais de 30 dias, o quanto de coisa a gente tem que lidar!

Viajei por 5 meses pela América do Sul e neste post quero compartilhar com você esses momentos de bastidores.

♥ Como eu lavava as roupas

Bastidores de um mochilão - como lavar roupa
Espaço de varal no hostel Backpackers de Salta

De tempo em tempo eu tinha que lavar minhas roupas, que eram poucas. Calculei o suficiente para 7 dias, mas a média era a cada 9 dias. Em locais de frio eu demorava mais e repetia mais as peças, mas em locais muito quentes, eu usava até mais de uma peça por dia.

Depois faço um post com dicas e informações, mas no geral, eu lavava no chuveiro do hostel sempre que dava. Calcinha, meia e sutiã, sempre no chuveiro. Pra secar eu pendurava na minha cama (ou prendia na beliche de cima, ou deixava aberta em cima da cama durante o dia… Sempre dava um jeitinho. Usava sabonete ou shampoo pra lavar.

Quando juntava muito e eu sabia que ia ficar pouco tempo no destino, ou quando sujava muito (como o Atacama ou Cafayate, por exemplo) eu mandava as roupas para lavanderias. Geralmente cobram por kilo, mas algumas cobram um valor fechado para a lavagem.

Alguns hostels proíbem lavar roupas no chuveiro, quando era esse o caso eu deixava juntar pra mandar pra lavanderia ou pra lavar no próximo destino. Mas outros hostels disponibilizam até varal, como o Backpackers de Salta (Argentina) e o Tapajós em Alter do Chão (Brasil).

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♥ Como o Rodrigo fazia para cortar o cabelo

bastidores-de-um-mochilao-cortar-o-cabelo
Passando a máquina no Hostel Psygon em Máncora

A maioria dos homens cortam o cabelo a cada 15 dias e isso pode ser tenso na viagem.

Na viagem, o Rodrigo (meu marido) cortava a cada 20 ou 30 dias, dependendo de onde estávamos. Em locais mais quentes ele cortava mais rápido. Dependendo do quarto não rolava cortar. As vezes era muito pequeno o espaço, as vezes não tinha muita tomada disponível.

Antes de partir compramos uma maquininha e eu mesma passava a 1 na cabeça toda. O pezinho eu fazia com a zero, mas só na nuca.

Bastidores de um mochilão - cortando o cabelo
Cortando o cabelo no hostel Backpackers do Atacama

Assim nós economizamos bastante. Pagamos uns R$50 na máquina.

Em Alter do Chão a máquina quebrou e o Rodrigo cortou com um morador da vila por um preço acessível..

♥ Como eu lidava com as diferentes tomadas em vários países

Resultado de imagem para adaptador tomada universal

Antes do mochilão fomos na região da 25 de Março, no centro de São Paulo. Lá encontramos um adaptador universal idêntico ao que eu havia ganhado uns anos antes. Levamos os dois e não passamos por nenhum sufoco. Zero necessidade de comprar adaptadores em nenhum dos países.

Esse adaptador serve para vários tipos de entrada, tanto macho, quanto fêmea. Além disso, transforma, podendo ser usado em 120 ou 210! Pagamos R$10 e salvou vidas, porque muita gente pediu emprestado – especialmente no hotel de sal no tour pelo Salar de Uyuni.

Tenha uma extensão de 1m e um T pra colocar tudo o que você carregar de uma vez e pronto!

♥ Como eu armazenava as fotos

Review Samsung NX3000 - fotos de viagem

Uma das coisas que eu mais temia era de guardar minhas fotos fisicamente comigo e algo acontecer.

Comprei mais espaço no Google Drive e armazenava na nuvem. Eu fazia isso a cada passeio ou rolê para não correr o risco, ou esperava até ter uma boa internet. Mas também deixava no meu notebook para usar no dia a dia, como nas postagens do blog, e para garantir caso a nuvem desse pau.

A nuvem também não é 100% confiável, mas de todas as opções era a mais viável, já que não ocupava espaço físico e não sairia tão caro.

Eu pagava USD4,99 por mês e para subir as fotos era apenas necessário uma internet razoável. Geralmente eu colocava para subir antes de deitar para dormir, porque dependendo do dia eu tinha centenas de fotos para carregar. Isso levava horas.

Bastidores de um mochilão - armazenando fotos
Pastinhas de fotos no Google Drive

Hoje as fotos estão lá, seguras e não preciso mais pagar (a não ser que eu queira mais espaço). Uso do meu celular para postar no insta sem nenhum problema. Basta buscar na galeria outros, Drive e pegar na pastinha.

♥ Como eu guardava a mochila nos quartos compartilhados

Bastidores de um mochilão - guardando a mochila no hostel
Gavetão na beliche do Hostel Che Lagarto em Montevidéu

A maioria dos quartos possuem armários ou gavetões para alocar as mochilas. Os que tinham, eu trancava apenas a parte da minha mochila com itens mais caros e passava o cadeado no armário/gaveta.

Alguns hostels não tinham. Nesse caso eu trancava com cadeado os compartimentos da minha mochila e a prendia com cadeado de bike na cama.

Comprei antes de viajar porque haviam me dado essa dica no grupo dos Mochileiros no Facebook. E foi super útil, porque peguei muitos hostels sem armário/gaveta. Além disso usei esse cadeado pra prender a minha mochila na do Rodrigo em viagens de bus. Se alguém quisesse levar uma mochila, teria que levar as duas e o peso seria um impeditivo!

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♥ Como eu fazia com o dinheiro

Bastidores de um mochilão - levando o dinheiro do mochilão
Pode não parecer, mas tem dinheiro neste boné!

Eu andei com muito dinheiro durante o mochilão, especialmente nos primeiros meses. Depois que tive problemas com o Itaú (veja aqui), tive que sacar toda a grana do banco para não depender do cartão de saque. Quero fazer um post mais elaborado sobre isso, mas aí vai o resumão.

Eu estava com meu marido e dividíamos a grana. Comigo eu carregava um pouco no forro de um boné que comprei só pra isso, um pouco no tênis (embaixo das palmilhas), um pouco num bolso que fiz em um top e um pouco em um absorvente que comprei e cortei só pra isso (porque uso coletor).

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Deixei no meu passaporte um pouco pra o “ladrão”, caso topasse com algum. Não muito, mas também não tão pouco. Nos primeiros meses era coisa de R$300/400.

Pra usar na cidade, deixava um pouco mais fácil, na minha bolsa mesmo. Os lugares onde eu guardava estava sempre comigo, sendo vigiado. Quando era necessário, eu deixava num esconderijo dentro da mochila e a mochila ficava bem trancada.


Algumas dessas coisas eu perguntei em fóruns e grupos do Facebook, mas muita coisa eu fui pensando na hora e me virando. Essa é uma das delícias de um mochilão a longo prazo.

Espero ter ajudado com esse post. Se você tiver qualquer dúvida, comente aí!


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  • Dennis de M Justino (19 de agosto de 2017)

    Ótimas dicas! tinha muita curiosidade sobre a mochila na hora de dormir e de lavar as roupas também!

    As lavanderia eram muito caras?

    E uma opção pra guardar as fotos é o Google Fotos, ele ocupa espaço que você tem na sua conta Google, mas para fotos de até 16 MP ele não ocupa nenhum espaço, assim você pode economizar um pouco nisso.

    • Aline Rodrigues (21 de agosto de 2017)

      Oi, Dennis! Boa a dica do Google! Valeu
      Então, as lavanderias não eram muito caras, não. Em cada cidade era um valor diferente, mas nada muito absurdo.
      O legal é se juntar com alguém pra lavar tudo junto quando for valor fechado por lavagem e não por quantidade de peça ou peso.

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